Esta semana saiu uma entrevista da Folha de SP com o historiador bebedor de chá Andrew Keen, que é conhecido mundo a fora como o vilão dos blogueiros. O cara alcançou esse título depois do lançamento do seu livro "The Cult of the Amateur: How Today's Internet Is Killing Our Culture", onde critica todo o movimento da web 2.0 e suas propostas de democratização da informação. Não vou reproduzir aqui a entrevista, leiam ela clicando no link ao final deste Lordose - Sua coluna fora do eixo. O importante é que o cara é totalmente contra a geração de conteúdo do usuário, seja via blog, Youtube ou Wikipedia. Segundo o próprio, esse tipo de coisa distorce as noticias, gerando "um caos de informações inúteis".
Quando li a reportagem e conheci o tal Andrew Keen nem me preocupei, a cada segundo surge um teórico gringo com alguma teoria polêmica. A história passou a me incomodar quando ouvi o spot da campanha do estadao.com.br, dentro da nova campanha para o site que também tem filme na TV.
Quando li a reportagem e conheci o tal Andrew Keen nem me preocupei, a cada segundo surge um teórico gringo com alguma teoria polêmica. A história passou a me incomodar quando ouvi o spot da campanha do estadao.com.br, dentro da nova campanha para o site que também tem filme na TV.
Falando sério: preciso do contato de um economista urgente. Se você conhece um,
por favor me passe o e-mail dele.
Assim como o título da entrevista com o sr.Keen, existe aparentemente uma tendência de ataque à blogosfera. Concordo com o ele quando diz que a web trás consigo muito dos ideais hippies de liberdade e igualdade, e da mesma forma que antigamente essas propostas vem sendo atacadas como "destruidoras da ordem" ou meramente anarquistas. O extremismo com que alguns defendem a blogosfera realmente tem que ser reavaliado. Sabemos dos limites de credibilidade dessa blogosfera. Sabemos, por exemplo, que não devemos confiar em nada que o Mr.Manson do Cocadaboa fala. Em contrapartida, sabemos que o Alê do Round One, Fight vem elaborando uma pesquisa de comunicação sobre o Second Life, o que dá muita credibilidade pra ele quando falamos do assunto. Muito mais que a Globo quando mostra uma reportagem de 3 minutos no Jornal Hoje sobre "o novo jogo on-line que esta deixando a galera super agitada, chamado Second Life". Assim como nós, blogueiros e fornecedores de qualquer tipo de conteúdo da web, não devemos taxar tudo que vem das mídias de massa como "enlatado" ou falso, não há necessidade de vir um historiador falar que tudo da web 2.0 é caos ou, ainda pior, um jornal on-line desesperado fazer uma campanha comparando nós blogueiros a um chimpanzé.
Eu achei validos os pontos levantados pelo sr.Keen justificando a aversão dele a web 2.0, sabemos que cada vez mais as marcas investem em promover a viralização das suas propostas utilizando os caminhos da web para isso, seja plantando uma noticia falsa aqui ou falando com as pessoas certas ali. Mas acreditar que toda a idéia de desmassificação da informação vai por água abaixo por causa disso é teoria da conspiração. É muito mais fácil a noticia vendida ser identificada na rede, quando diversas pessoas com variadas informações sobre o tema podem questioná-la, do que na TV por exemplo, quando recebemos ela como verdade absoluta proferida pelo sagrado William Bonner no Jornal Nacional.
Por hoje é só pessoal. Bom fim-de-semana e até sábado que vem no próximo Lordose.
>Clique aqui< e leia a entrevista completa com Andrew Keen
3 manifestações:
Algumas coisas legais:
1. Será que o Estadão é tão grande que possa suprir toda a necessidade de informação que a internet pode oferecer?
2. Com a grande quantidade de blogs corporativos, ou de pessoas especializadas, que falam com muito mais propriedade sobre política, economia, publicidade, etc, por que confiar apenas nos jornalistas do Estadão que muitas vezes não são especializados no assunto e que ainda assim pulverizam sua opinião(vulgo imparcialidade) para uma grande massa?
3. Quero realmente ver como o Estadão, com essa postura prepotente, vai se sair diante dessa revolução digital.
Eu acho que o Estadão não tem noção de Rede e do que as pessoas podem fazer com um discurso absolutamente prepotente desses. Não sei se uma próxima Cicarelli continuaria na MTV, viu...
Sem muito esforço já vi um filme que podia ser feito de contrapartida pra isso:
BOBAO 01 20
Um cara muito bobão falando que o Estadao.com.br é demais. QUe ele acredita em tudo o que ele lê só porque é no Estadão. Que as notícias que entram são todas escolhidas (ah nao vamos da imprensa vai, vocês ja sabem mais que ninguem).
Essa propaganda do Estadão foi um verdadeiro tiro no pé. Veremos as conseqüências.
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